Mais do mesmo? O 2022 está à porta e que Inter veremos a partir de janeiro?

A péssima temporada 2021 está chegando ao fim. Discursos com palavras bonitas à parte, o ano colorado foi de insucessos. Desde a aposta em Ramirez, a quem a direção confiou um elenco sem a menor condição de se adaptar ao modelo MAR, à perda do Gauchão, à queda vexatória na Copa do Brasil, ao pênalti na lua que eliminou o Inter na Libertadores, e, agora, à queda livre no Brasileirão, com cinco derrotas seguidas como visitante, se agregam a um ano para esquecer.

O consolo para a direção colorada será a possível queda do rival. E só. A política de futebol do Inter simplesmente naufragou. Com um grupo curto, basta ver que, sem Yuri, resta a Diego Aguirre improvisar Palácios – com o jovem e promissor Cadorini sendo alternativa – no ataque.

O elenco é curto e frágil. Vem reformulação pela frente? Duvido que em grandes mudanças. O vazamento do áudio de Paulo Paixão, onde o preparador físico revelava a um confidente os planos do clube para 2022, talvez tenha intimidado tal transformação. A direção colorada já deu mostras que respeita o vestiário e suas vontades, o que pode refrear os planos de mexida no grupo.

Reforços virão? Possivelmente. A questão é: de qual naipe? Buscar guris de 20 anos não fará com que haja uma solução imediata, eles precisam de tempo de maturação, em um clube que não vê um mísero título desde o Gauchão de 2016! Buscar veteranos a preços que os grandes de São Paulo ou o Flamengo ou o Atlético-MG não pagarão por eles? Nem sempre é boa alternativa.

O Corinthians, por exemplo, limpou o elenco em 22 jogadores, e teve fôlego para contratar Giuliano, Renato Augusto, Guedes e Willian. Vai à Libertadores via fase de Grupos! Que loucura, não?

Além disto, fica a questão: Aguirre seguirá? O trabalho deu no teto, há tempos que o seu Inter só joga com megamotivação (vide Gre-Nal), e é o visitante que todo o mandante pediu a Deus. Diego assino com o Inter até o final de 2022, mas isto não chega a ser problema para quem paga uma indenização gorada a Ramirez.

Pois bem, 2022 bate à porta e o Inter de daqui a 40 dias segue uma grande incógnita. Pior: podemos ter em 22 mais do mesmo. Alguém ainda aguenta isto?

Foto: Divulgação Inter

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