Inter apresenta William Thomas, o novo executivo de futebol do clube

William Thomas, novo executivo de futebol do Inter, foi apresentado à imprensa, na manhã dessa sexta-feira. Na apresentação, o vice de futebol Emilio Papaleo Zin afirmou que a comissão técnica do time profissional está definida. “Estou muito feliz e desafiado a fazer um grande trabalho no Internacional. Um convite que me honrou muito”, declarou o executivo, ao se dirigir aos jornalistas.

“O clube passa por uma transição, um ciclo novo, com atletas que saíram e outros que estão chegando. Teremos de avaliar no dia a dia, a janela está fechada no momento. Já vimos tanta coisa no futebol e, com esse ciclo de janela fechado, vamos aproveitar para fazer uma avaliação mais assertiva sobre os atletas”, disse Thomas, questionado sobre se o ciclo de Dourado no clube estava encerrado e sobre a sequência de Bruno Méndez.

“Temos um contrato de três meses, o que a Fifa proporcionou aos clubes. É claro que analisamos alternativas para tentar manter-lo até o fim do ano, mas há todo um contexto de forças maiores”, comentou Thomas sobre o curto empréstimo de Vitão com o Shakhtar.

“O Mano é um profissional com carreira sólida, com grandes trabalhos. Vai ajudar muito, tem muito conhecimento e vai dar sua contribuição”, disse ele, a respeito de Mano Menezes.

Demais respostas de William Thomas:

Contratar com poucos recursos

“Quando se faz contratação, a gente que quer o atleta chegue e já tenha desempenho. Esse cuidado a gente tem de ter. Com criatividade, e o Inter teve criatividade nesse momento, temos tudo para ter uma equipe competitiva. É possível acabar o ano numa linha crescente. Quem vier, vai auxiliar e aumentar o nível competitivo. Isso faz com que todo mundo se mova, e isso repercute no coletivo”.

Paulo Autuori

“Já houve cinco tentativas para que eu pudesse vir trabalhar aqui. Tenho muito orgulho disso. Já tive cinco oportunidades também de trabalhar com o Paulo (Autuori). Quando a gente convida um profissional para um projeto é porque sabe que vai trabalhar passo a passo. Trabalhei com Paulo no nacional de Medellín, no Santos, Athletico e, agora, no Inter, a quinta possibilidade de trabalharmos juntos. Paulo tem o pilar técnico e humano, ele inspira as pessoas”.

Capacidade profissional para trabalhar no Inter

“Tenho já 23 anos no futebol. Cresci no ambiente do esporte e da educação. Trabalhei em oito países, trabalhei em categorias de base, trabalhei em clube grande também, o Santos, conhecido mundialmente… Quando falo que (o Inter) é o meu maior desafio, é porque é mesmo. Estou retornando a Porto Alegre depois de 14 anos, sou um competidor, vim aqui para crescer. Não gosto de dar passos para trás”.

Reforços

“Não sabemos o que pode acontecer quando abrir a janela europeia, e temos de estar preparados para isso. Temos de ter atletas prontos, para a rotatividade da equipe. Já vimos inúmeros casos no processo de transição (base). Por vezes, as carreiras acontecem fora de uma linearidade. É preciso, sim, estar conectado a todo o processo, desde Alvorada. O que sente o menino que vem ter as primeiras experiências no profissional, acertar o timing e vê-lo decolar”.

Base e prospecção

“Os ciclos de formação de atletas são mais longos. O clube é uma referência em formação. Temos como política trabalhar muito com a base. E os movimentos precisam buscar respostas desportivas rápidas. O que não quer dizer que não se fará isso com atletas da base. O atleta que é formado no cube tem a busca pelo senso de pertencimento dos atletas, conhecer a raiz, o DNA do clube”.

Wesley e Galhardo

“Wesley é extremamente competitivo. É um atleta que estava ha longo perícia fora do Brasil, e acredito que ainda poderá entregar desempenho. Galhardo tem termo de contrato, de empréstimo, não sei se Celta fez movimento de continuidade, mas, no momento, não houve movimento do clube espanhol”.

Foto: Alexandre Ernst

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